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sábado, 27 de agosto de 2011

Cataratas Argentinas e Itaipu Binacional

No último dia 7 fiz 32 anos e apesar das centenas de ligações, milhares de abraços e presentes, não estava satisfeito - queria mais! Então resolvi me dar uma viagem a Foz do Iguaçu de presente de aniversário.

Para não deixar passar muito, programei a viagem para o final de semana dos dias 19/21. Peguei as informações do que fazer em apenas dois dias. Foram tantas opções que acabei focando nas Cataratas dos dois lados (argentino e brasileiro), além de uma visita a Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional.

Programação relâmpago feita, hora de viajar e na correria. Combinamos de fazer nossa doação mensal de plaquetas para o dia da viagem, Eiko usufruiu o direito de tirar o dia de folga e eu o direito de ir trabalhar; já à noite ela levou o Obina para o hotel da Heloísa, de lá me buscou no trabalho, fomos direto para o aeroporto de Viracopos, deixamos o carro no estacionamento Virapark (uma boa dica para quem é de Campinas e vai viajar no final de semana – o estacionamento fica a mais ou menos 10 minutos do aeroporto, com diária de R$15,00 e ônibus a cada 10 minutos para o aeroporto).

Já no despacho de bagagem, a atendente da GOL nos informou que estavam aguardando para saber se realmente o voo sairia, já que o tempo não estava bom na região sul do país. A alternativa dada foi nos transferir para um hotel em São Paulo e embarcar da capital paulista na manhã seguinte, em um voo da TAM. Felizmente, lá pelas 23h o voo foi confirmado e não precisamos perder tanto tempo assim; por causa do atraso e escala em Curitiba, chegamos ao hotel quase 3h.

Reservamos o primeiro dia para conhecer Puerto Iguazú durante o dia e Itaipu Binacional à noite. No próprio hotel tem uma agência de turismo que vende o passeio, caso você opte em fazer o passeio com a agência indico ter no mínimo quatro pessoas para fazê-lo, pois o preço é R$50,00 para Cataratas e R$40,00 para Itaipu, por pessoa, e a agência só disponibiliza o serviço para o mínimo de quatro pessoas (valor que pagamos, mas conseguimos um desconto e acertamos tudo por R$250,00), importante salientar que o valor cobrado dá direito somente ao transporte, o ingresso para os passeios é por conta do turista. Como os pontos turísticos são distantes, aconselho alugar um carro ou acertar uma diária com algum taxista, particularmente prefiro a segunda opção.

De manhã cedo fomos apresentados ao taxista que nos acompanhou durante o passeio, Sr. Agostinho (se você for a Foz não hesite em contatá-lo pelo telefone 45–9108-4391 ou pelo endereço eletrônico agostinho63@hotmail.com, além de ser muito hospitaleiro para o serviço que presta, é sempre bom ter uma referência quando se vai contratar esse tipo de serviço). O taxista nos levou à casa de câmbio para comprar pesos argentinos, depois fomos ao Centro de Puerto Iguazú para comprar um agasalho para Eiko, já que o frio estava ficando tenso (devia estar uns 10°C) e eu acabei comprando duas camisas de futebol. Compras efetuadas, fomos conferir as Cataratas argentinas (entrada a 70 pesos por pessoa). Em minha opinião, mais bonitas do que as brasileiras, tendo em vista que tem mais quedas d’água, tem dois níveis para se conhecer – parte superior e inferior - e é “menos comercial”, como se fosse um parque mesmo.
(Entrada do Parque)

Naquele final de semana o volume de água estava muito acima (10 milhões de litros por segundo) do normal, que é de 1,5 milhão litros por segundo, por medida de segurança, as atrações passeio de bote e a Isla San Martín estavam fechadas. Logo na entrada do parque tem o Centro de Interpretación de la Naturaleza Yvirá-retá, no qual se pode conhecer um pouco mais sobre os aspectos gerais da área do parque, clima e geologia, espécies e um pouco de história local.

Como já sabíamos que não poderíamos andar no bote nem conhecer San Martín, fomos atrás de outra coisa a fazer e encontramos o Explorador Expediciones, que nos ofereceu o Safári Camino de los Pioneros (por 220 pesos por pessoa).

A saída foi programada para às 13h30min, pagamos e como ainda estava cedo,  aproveitamos para conhecer a parte superior das cataratas, nós fomos a pé, mas também dá para ir de trenzinho da foto abaixo,
(Indo a pé pela estrada afora...)
(Ou de trem)

indo a pé podemos encontrar essas figurinhas simpáticas, fazendo a caminhada ficar muito mais agradável, uns quinze minutos andando e já avistamos as cataratas,

a quantidade de água é incrível e a proximidade com ela muito mais.

Andamos por uma hora e meia, desfrutando de um dos espetáculos naturais mais bonitos que já presenciei.

Após vermos, nos impressionarmos e tirarmos fotos incansavelmente,

voltamos ao local marcado para o Safári. Tal passeio consiste em 12 km pela selva num 4x4,

com paradas para o guia explanar sobre o meio ambiente, observar árvores e plantas primitivas que nos remetem à época dos dinossauros! E ainda com possibilidade de se encontrar algum mamífero passeando pela selva. Balela! Maior furada, em duas horas vimos o guia falar sobre a árvore que dá o mate, cipós, samambaias e formigas!
(O guia discorrendo sobre cipó)

Ou seja, não indico, se você for e o volume de água estiver acima do normal, ocupe seu tempo de outra forma menos com o Safári.

Na volta do empolgante passeio, fomos à parte inferior das Cataratas.
(Esse bote saiu do lado brasileiro - o mesmo que andei no dia seguinte)

Se com a parte superior já fiquei impressionado com a proximidade que se tem com a queda, lá embaixo então nem se fala.

Fui numa parte que a força da água é tão grande que parece estar chovendo - em apenas 10 segundos fiquei completamente molhado.

No calor deve ser muito bom, mas no frio é de bater o queixo.
(Será que foi uma boa ideia?)

Já era tarde, paramos para fazer um lanche (o café parece uma água suja, é horrível! Foi a primeira vez que deixei café no copo)
(Antes do lanche ainda fomos premiados com um arco-íris)

e voltamos para pegar o táxi rumo a Itaipu Binacional. Ainda tínhamos tempo e não queríamos passar no Dutty Free argentino (que estava incluso no passeio), então Sr. Agostinho nos ofereceu mais dois passeios: La Aripuca e Marcos das 3 fronteiras. Primeiro fomos a La Aripuca (entrada a 15 pesos),
que é um empreendimento Agro-Eco-Turístico familiar construído à base de árvores resgatadas do comércio e madeiras apreendidas do comércio ilegal, inspirado nas “arapucas” que os índios faziam. As construções alcançam impressionantes 17 metros de altura e aproximadamente meia tonelada de madeiras distribuídas em 30 espécies da selva.
(O modelo de arapuca que os índios usavam)
(La Aripuca)
(Atrás dessa garota bonita está o telefone público do local)
(a capela)
(as espécies devidamente identificadas)
(Quase um Andrezinho)

Dentro da aripuca há comércio de artesanato, comida, mate, sorvete e as famosas lembrancinhas. Saímos do monumento e demos uma rápida parada no Marco das 3 fronteiras.
(O 1903 se refere à data de inauguração do marco)
(À esquerda, margeando o rio Iguaçu, o marco argentino)
(À direita, às margens do rio Paraná, o marco paraguaio)
(O encontro do rio Paraná com o Iguaçu)

Registro feito, partimos para Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional. A usina é a maior geradora de energia do mundo e isso atrai inúmeros turistas o ano inteiro, só para se ter uma ideia, o complexo turístico conta com 13 atrações! Nós escolhemos a Iluminação da Barragem. Esta atração somente está disponível nas noites de sexta e sábado, às 20h, e o ingresso custa R$12,00 com meia-entrada para estudantes, professores, doadores de sangue e idosos. Os turistas são levados ao mirante central de ônibus de dois andares (se estiver no inverno não vá em cima, porque não tem cobertura e o vento é congelante – estava 3°C, antes de o ônibus sair, o próprio guia orientou a ficar no primeiro andar); antes da iluminação há um vídeo de uns 10 minutos mostrando a construção, a grandiosidade e a importância da usina. Depois começa o espetáculo, as luzes de toda a usina se apagam, começa a tocar uma música e na medida em que a música vai evoluindo, os refletores vão se acendendo de forma gradativa, até o paredão e as turbinas ficarem completamente acesas. No trajeto de volta à entrada da Usina, o ônibus passa embaixo do paredão e das enormes turbinas.
(Começando a se acender)
(Com mais luzes)
(Com esse casal, o espetáculo fica muito mais bonito) 
(Grandiosidade) 
(Imponência) 

Fim do dia cansativo, porém recompensador como a foto abaixo. Uma homenagem às pessoas que sabem curtir a vida.
(Não sei de onde são, nem pedi autorização para publicar a foto, mas sei que queremos chegar à idade deles assim, eu fotografando e madame Eiko sentada curtindo o passeio).

14 comentários:

  1. Ficou ótima essa postagem, Ju!!! Também com esse passeio, não tinha como não ficar, não é mesmo???
    Obrigada pela "garota bonita"!!!
    E obrigada mesmo por ter me proporcionado, mais uma vez, viver essa emoção - emoção de conhecer Foz do Iguaçu (lugar que sempre tive vontade de conhecer)!!!
    Beijos!!!

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  2. Eiko,

    Não precisa agradecer pela viagem, nós merecemos não é mesmo?

    Bonita é fato, já o garota... hehehehe que vale é o espírito de menininha.

    Beijos

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  3. Que demais esse post, as fotos estão muito bem tiradas! Lembro de foz quando eu era mais nova, na época só me faz lembrar de água para todos os lados, maior diversão! Boa propaganda, porque está na lista de alguns lugares que quero ir! Segundo minhas pesquisas nesse lugar foi feito o primeiro teste de de energia com correntes alternadas, com o grande mestre Nikola Tesla, o gênio!!! Me deu mais vontade de ir nesse lugar novamente e com certeza ligarei para o Sr.Agostinho (nome ficticio? me lembrei da grande família) e é ótimo saber do estacionamento, agradecida pelas informações!!!


    Hahahaha...me dou o luxo de invadir esse post, romântico demais, devo??? (Serei a vela) pronto!

    Abraços primo Flamenguista!
    Milena!!!

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  4. Fora a lenda das Cataratas, muito fofo!!! Enfim esse lugar é demais!!!

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  5. Oi, Milena!

    Você por aqui? Quanta surpresa! hehehehe

    As fotos estão bem tiradas mesmo? Acho que é mais pela qualidade da câmera do que o fotógrafo, isso graças à indicação da Fê Costta (do blog viaggio-mondo - aí ao lado).

    Já que faz muito tempo que você foi lá, precisa voltar! Realmente lá é muito bacana. Fico pensando... como as pessoas conseguem ir ao Paraguai fazer compras, compras, compras e não irem às Cataratas, só mesmo o consumismo desenfreado para explicar, não é mesmo?

    Sobre o Mestre, não foi no Niágara que rolou esses teste? Se bem, que essa não é minha praia, mas de qualquer forma foi bom você falar, pois as pessoas só escutam falar de Thomas Edison, não é verdade, amiguinha?

    E o Agostinho, você acredita que não é apelido? É coincidência mesmo, ó, o cara é muito bacana, não indicaria se não fosse, pode ter certeza, e ainda pedi autorização para divulgar o endereço eletrônico dele.

    Venha mais vezes, verei se nesse final de semana coloco o lado brasileiro.

    E o seu, não vai sair?

    Beijos e SRN

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  6. Olá Júnior,

    Tudo bem? Primeiramente desculpe pelo equivoco, não sei porque confundo Niágara com Foz do Iguaçu, isso acontece a uns bons 20 anos, nem tudo tem explicação! Você está certo!
    Sempre visito alguns blogs, inclusive o seu, fico mostrando as fotos pro Setsuo, já que dominei o computador, e ficamos admirando aqui, parabéns!
    Comentei sobre Foz, porque passei em frente a CVC e achei alguns preços tentadores, você mesmo fez a tragetória? Sabe sobre albergues, sites que dão descontos? E terceira idade, sabe se tem desconto pra viajar?
    Desculpe fazer essas perguntas, mas acho que o seu conhecimento é maior que o meu, então não custa perguntar.
    Obrigada!
    Ps.: O que é SRN? Como nunca havia usado blogs, montei um fake só pra aprender, mas estou transferindo para o meu e-mail e mandarei pra vocês essa semana!
    =*
    Milena!

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  7. http://ashlee-livrepensador.blogspot.com/2011/08/momento-raro-um-dia-frio-no-inverno-de.html


    Ahhh não vou mudar nada não, meu blog está ai, dá uma olhada lá, beijos!
    Milena

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  8. Olá, maluquinha!

    Respondendo:

    Eu mesmo programo as nossas viagens e as elaboro de acordo com o roteiro e nosso orçamento, nunca viajamos pela CVC, então não sei te dizer ao certo como funciona, tenho uma ideia, mas formada através de conversas com quem já foi.

    Lá em Foz não sei se tem albergue, mas se você tiver disposição dá para ficar em Puerto Igauzú, que é pertinho, lá tem hotel a 20 dólares a diária, o Agostinho até nos indicou um. O único inconveniente é ter que ficar indo e voltando para a Argentina. Porém, a cidadezinha é legal, tem boa gastronomia e é perto dos passeios argentinos. Mas, se quiser ficar em Foz mesmo garanto que o Agostinho indica uns hoteis com preço em conta, ele conhece a cidade toda.

    Passei no seu blog, muito legal. E quem disse que lá não tem viagem também? rsrsrsrs

    Beijos e SRN = Saudações rubro-negras.

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  9. Vamos ver se a viagem sairá dos planos, obrigada pelas informações!
    Duvido que tenha lido alguma coisa lá no blog, que eu saiba você não tem paciência rs, mas valeu pela visita! Tem me ajudado a estudar^^ Até breve! =*

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  10. Milena,

    Tem de sair! Se não for essa, programe outra, vocês gostarão.

    Pode para de duvidar porque eu li sim, pode perguntar a Eiko. Li sozinho e na companhia dela, posteriormente.

    SRN

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  11. Lindo tbem o lado argentino, a usina então pareceu ser muito legal o passeio e bonito tbem com tanta luz... mas o mais lindo foi o fechamento com o casal do banco.
    Vanderlucia.

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  12. Oi, Anônimo! (com jeito de amiga da Eiko)

    Particularmente achei o lado argentino muito mais interessante e o casal da última foto representa o que quero para minha velhice.

    SRN

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  13. Júnior e Eiko, q maravilha essa sensação de poder estar nesses lugares tão fantásticos!! A gente só nao vira vagabundos porque temos q bancar essas trips todas! Foz é sensacional! Abs!!!

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  14. Fala, Tadao!

    Foz é muito bacana mesmo, não por acaso é o segundo destino mais visitado no Brasil - perde só para o Hell de Janeiro.

    Cara, se eu ganhasse um dinheiro juro pra você que virava vagabundo!

    E vocês, cada dia uma emoção, um descobrimento, novas amizades, muito legal isso tudo. Que você acha de providenciarmos um bezerro para fazer um churrasco quando vocês voltarem? Vai ter tanto assunto, tantas faltas...

    SRN

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