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sábado, 13 de agosto de 2011

Morretes/PR


A simpática cidade de Morretes foi fundada em 1733, quando o ouvidor Rafael Pires Pardinho determinou que a Câmara de Paranaguá demarcasse 300 braças onde seria a futura povoação de Morretes. O nome Morretes vem de relevo geográfico constituído de morro ou mais popularmente “entre morros”. Em 1869 passou a se chamar Nhundiaquara (nhundia = “peixe”; quara = buraco) e, em 1870, voltou a se chamar Morretes.
("Calçadão" com vista para o rio)
(rio Nhundiaquara, que corta a cidade)
(ponte velha)


A população está em torno de 15.000 habitantes, o city tour se resume praticamente ao centro histórico, à feira onde se pode encontrar balas de banana, batatas tipo “chips” de aipim, banana ou tradicional e aos restaurantes (Morretes é o segundo pólo gastronômico do Paraná, perdendo apenas para o bairro de Santa Felicidade, em Curitiba).





Se o turista preferir ficar na cidade há duas ótimas opções: a primeira, para os menos dispostos, fica no bairro Porto de Cima onde é possível encontrar pousadas com toda infraestrutura para o turista não fazer nada, apenas descansar; já a segunda opção é para quem gosta de ecoturismo. Dentre os atrativos pode-se escolher: rios (bóia-cross), parque Marumbi, saltos da fortuna e dos macacos, rafting, ciclo turismo pela zona rural. Mas, apesar de tudo isso, o melhor da cidade é o povo! Gente simples, feliz, tranquila e receptiva, onde quer que você vá tem alguém para bater um bom papo.

Nossa estada na cidade foi curta, mas proveitosa. Assim que chegamos nos informamos sobres os passeios no Calango Expedições, falamos com Tiago e Celso que nos deram várias opções de passeio a fazer, (a empresa fica na própria estação de Morretes, assim que sai do trem já dá para ver). Após, fomos a Pousada Dona Laura, deixamos as bagagens e, como de costume, saímos para fazer o reconhecimento local, como o centro histórico é muito pequeno rapidamente se faz isso. Passamos no Café Bar Beira Rio, tomamos café, lanchamos, pois já eram 16h, e ficamos batendo papo com os simpáticos donos do estabelecimento: o casal Jacobo e Fernanda, ele espanhol, da Galícia, cantor de música flamenca, ela brasileira. À noite saímos para jantar e capotamos.

No sábado, o primeiro passeio: trilha pelo Parque Estadual do Marumbi.
Saímos da pousada às 9h na companhia dos guias Sr. Odair e Rudnei, fomos de carro até a entrada do parque, onde se faz cadastro de visitante para controle de quantas pessoas entraram no parque,
a partir desse ponto é a pé e por dentro da mata, enquanto andamos tivemos a companhia do rio Marumbi, de diversos pássaros, macacos, plantas e tudo que há de melhor no planeta, a natureza.


(Com sede não dá para ficar nesse passeio)


(Este é o trem turístico que havia mencionado na postagem Litorina)
(E lá se foi)

Após passarmos pela estação de Engenheiro Lange, a caminhada fica mais cansativa – a essa altura já tínhamos andado 4,5km – porém mais recompensadora. Subindo mais um pouco (885 metros) se chega à estação de Marumbi,
lá é feito novo cadastro informando qual destino se quer chegar: o pico escolhido foi Rochedinho, porque na noite anterior tinha chovido e o solo estava muito escorregadio dificultando o acesso aos outros lugares, além de ser o mais fácil! E também escolhemos as piscinas naturais para fechar o passeio.



(Quando se chega ao cume a gente vê tudo pequenino)


("Meu ferrorama")
(Salto dos Macacos)

(Já posso dizer que fui pro "céu")

(E estava entre nuvens)


(Aqui, já na descida, quando o rio está cheio, se forma a piscina natural)

Voltamos por volta das 17h, descansamos um pouco, saímos para comer o Barreado* (prato típico da região) e ver mais uma vitória do Mengão, 2x0 no Grêmio. Depois de um dia cansativo, barriga cheia, restou só descansar, já que na manhã seguinte tínhamos o outro passeio a fazer.

Às 9h em ponto Sr. Odair já nos aguardava em frente à pousada para explorar a área rural de Morretes. Amanheceu chovendo, com um pouco de frio, mas nada que tirasse nosso ânimo. Entramos no Jipe
e começamos a explorar as estradas de terra batida, vilarejos, rio e riacho,



(Sr. Odair ainda perguntou se queríamos cruzar o riacho com ou sem emoção - senti-me nas dunas de Natal)

paramos no alambique Casa Poletto, lá fomos recepcionados pelo dono, Sr. Poletto, que nos mostrou como é preparada a cachaça artesanal, desde a colheita da cana até o envasamento, depois disso fomos convidados a conhecer a loja do alambique, onde é vendida cachaça de banana, de canela e a tradicional, além de balas de banana e caldo-de-cana.


(Só não experimente muitas porque o passeio continua)

Compramos uma cachacinha de banana, balas e fomos embora. O destino final é uma piscina natural do rio Marumbi, mas como estava chovendo e frio não nos aventuramos a entrar na água que devia estar muito gelada.



(Já de volta à cidade)

Voltamos para cidade na hora do almoço, Sr. Odair nos indicou o Sato’s Restaurante, onde é servida comida caseira. Resolvemos experimentar e não nos arrependemos, os pratos não são caros e a comida é deliciosa e o Sato não cobra os 10%!

Antes de retornarmos à pousada, fomos dar uma última volta pelo centro para as comprinhas básicas dos produtos de Morretes e para tomarmos sorvete - a Eiko gostou do de Gengibre.

Já de volta à pousada, hora de descansar e curtir a chuva que naquela altura não daria trégua mesmo, aguardando o dia seguinte para ir até Antonina - que você confere "nas postagens mais antigas" ou ali em cima ao lado no "por onde já passamos".


*Peguei a receita do Barreado na internet - só esqueci de pegar a fonte:

Ingredientes: 3kg de carne (maminha, alcatra, paleta), 200g de bacon em tiras finas, 3 cebolas médias, 1 copo americano de vinagre de vinho tinto, 1 copo americano de óleo de soja, 8 dentes de alho cortados ao meio, 8 tomates sem sementes, 1 maço de cebolinha e um maço de salsinha picadas, cominho em pó, 2 colheres de sopa rasa de sal, 4 copos americanos de água, 3 folhas de louro.

Atenção: Copo americano: 160ml. Forre o fundo do caldeirão de barro com o bacon. Coloque uma camada da carne em cubos, um punhado de cebola, um de salsinha e um de cebolinha. Polvilhe o cominho e um pouco de alho. Vá fazendo as camadas, carne, cebola, cebolinha, salsinha, cominho e alho. Dá umas 3 a 4 camadas de cada dependendo do diâmetro da panela. Bata no liquidificador o tomate com a água e coe. Misture o vinagre, o óleo e o sal e jogue por cima das camadas no caldeirão, coloque por cima as folhas de louro e tampe a panela. Faça uma pasta grossa com farinha de mandioca e água e vá vedando a tampa com cuidado. Cozinhe em cima de uma chapa ou em fogão a lenha, por, no mínimo, 12 horas em fogo baixo. Após cozido, use uma faca de ponta fina para ir abrindo a massa que veda a tampa e tente não destruir a crosta de farinha. Se durante o cozimento houver escapamento de ar, vede os buraquinhos com a pasta de farinha que sobrou.
Montagem do prato: Coloque num prato fundo farinha de mandioca, o barreado por cima e uma fatia de banana da terra grelhada em manteiga de garrafa por cima de tudo.
Quando tudo estiver pronto me convide para o almoço, ok?

3 comentários:

  1. A passagem por Morretes foi... como explicar??? Foi uma passagem de aventuras, natureza, descanso, curtição (inclusive de chuva, pois não a via há muitos dias!) e de isolamento total do mundo civilizado e corrido, não é mesmo?!?!?
    Que maravilha foi estar em Morretes!!! Conhecer Morretes e conhecer o povo morretense!!!
    Mais uma vez valeu o destino!!!

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  2. Lindo o lugar, acho que até a trilha eu conseguiria fazer na boa , apesar de ser sedentaria, porque a paisagem ajuda muito, é muito linda, aparenta muita calmaria , tudo o que tô precisando no momento , quem sabe um dia vou tambem.!!!! (Vanderlucia Batista)

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  3. Vanderlucia,

    A trilha não foi puxada, é bem tranquila, inclusive para quem faz hidroginástica (risos), mesmo se fosse cansativa, quando se chega ao cume tem a recompensa.

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